Styvenson não entendeu o espírito de 2022 e continua a fazer discurso de não político após quatro anos no senado

O capitão Styvenson Valentim levou uma vaga no senado em 2018, fazendo discurso de não político. Após quatro anos, vai pela mesma via, tentar convencer a população do RN a lhe conceder o mandato de governador. Ora, trata-se de ação extemporânea. Falar que vai pedir a mãe para ser candidato, que não se sente preparado para ser governador e por aí vai não terá o mesmo efeito dessa vez. Bradar honestidade muito menos – até porque os demais também podem alegar legitimamente o mesmo acerca de si próprios. O ex-operador da lei seca não compreendeu que em 2022 teremos um pleito com espírito distinto.

Styvenson terá de mostrar o que fez durante os quatro anos em que esteve em Brasília. E aí não há clareza na prática. Nem se destacou por trazer recursos, nem por fazer oposição ao governo federal, dizendo, por exemplo, o que precisa ser melhorado. Há um furo temporal, digamos assim, no seu portfólio político.

A novidade é um elemento positivo retórico quando a ideia é de renovação. Só que agora o caminho para Styvenson será outro. Ele parece não ter entendido exatamente, pois deixou um vácuo se estabelecer nesses quatro anos como senador. Duvida, caro leitor? Então me responda, citando duas ações que você retira da memória em que o capitão foi objetivamente destaque? Lembrou? Está vendo? Ele falará grosso, manterá a entonação de voz elevada, mas não poderá fugir desse e de outros questionamentos.

Deixe um Comentário