Técnicos da Anvisa afirmam a autonomia do órgão, enfatizam que não há tratamento precoce contra Covid-19, agradecem ao ex-ministro Mandetta e usam dados de mortos do consórcio da imprensa

Os técnicos da agência nacional de vigilância sanitária (Anvisa) aproveitaram o domingo, em que tiveram de avaliar o uso emergencial da Coronavac e da Astrazeneca, e mandaram recados claros, demonstrando a autonomia do órgão.

Primeiro, aprovaram o uso emergencial das duas vacinas, alegando que é a única alternativa para enfrentar o vários e que não há tratamento precoce contra doença. Está é uma bandeira do governo Bolsonaro, mesmo com os cientistas já tendo mostrado a ineficácia da cloroquina, azitromicina e ivermectina contra covid.

Em slides e em seus discursos, técnicos da Anvisa criticam o “tratamento precoce”, lembrando que não há alternativa terapêutica nem de prevenção contra Covid-19.

Depois, agradeceram ao ex-ministro da saúde, Henrique Mandetta, hoje um opositor ferrenho do governo federal.

Por fim, usaram dados sobre a pandemia do consórcio da imprensa, que só passaram a somar os casos depois que o governo federal tentou esconder o número de óbitos.

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