Tudo na politicagem

Não é gratuito o fato de Natal ter os piores números de covid-19 no RN. Uma elite ignorante e médicos charlatões se encheram de ivermectina na pandemia. Ao invés de demonstrar que o remédio não servia para esse propósito, entupiu a população de mata piolho, gerando falsa sensação de proteção.

Depois, foram os milhares de testes aplicados sem nenhuma estratégia, uma pirotecnia criticada pelo ministério público. Enquanto fazia “testagem em massa”, faltava exame nas unidades de pronto atendimento de Natal. O fato concreto: poderíamos ter um quadro epidemiológico concreto da cidade e ele simplesmente não existe.

Mais adiante, na abertura do comércio, nenhuma estratégia foi implementada. A única ideia era correr para abrir antes de todo mundo para dizer que apoiava a economia.

Agora, em sua propaganda, que aderiu ao jeito bolsonarista de contar o mundo, Natal tem seis hospitais de campanha. Sim, os centros de distribuição de remédios já comprovadamente ineficazes como cloroquina e ivermectina viraram “hospitais de campanha”. E a verdade? Quem se importa com ela.

Sem deixar a peteca cair, não fez a reserva técnica da segunda dose da coronavac, aplicando tudo indiscriminadamente para dizer que estava em ritmo acelerado. Resultado – milhares de natalenses podem ficar sem o imunizante no prazo adequado para tanto, que é de 14 a 28 dias.

Tudo na prefeitura do Natal funciona na base da politicagem e do curto prazo. Nada tem base técnica. O populismo sanitário se instalou na capital e, por mais que o propaganda diga o contrário, os números estão para contar a consequência da operação.

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