Um peso, duas medidas: críticos de Styvenson que defendem comportamento idêntico de Bolsonaro

O senador Styvenson Valentim atingiu o estrelato nacional ontem (6), após chamar o senado de chiqueiro. O capitão vive de falas extremistas, ausência de projetos concretos, firulas e ataques à imprensa, a mesma que lhe deu a visiblidade para chegar aonde hoje ele se encontra. Seu mandato é abaixo da crítica.

Com sua nova aparição, alicerçada na conduta de sempre, os questionamentos foram gerais e legítimos. Se é tão ruim o senado e ele não vê saída, por que então não renuncia? Seu jogo para a torcida pegou mal, ao menos entre os formadores de opinião.

Só que cabe uma ponderação. O capitão é filhote do mesmo bolsonarismo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro. Então, por qual razão há análises tão distintas para os dois militares gravitando na esfera pública potiguar? Em que se alicerça medidas tão diferentes para comportamentos tão idênticos?!

Há, caro leitor, uma base de interesses que cimenta a seletividade. No caso de Styvenson, querem o cargo dele por aqui. Ao passo que, no plano federal, os pontos de vista das elites locais e nacionais convergem. É o que faz Styvenson ser pintado como um aloprado e despreparado e Bolsonaro como alguém autêntico e bem intencionado.

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