Uma “não eleição” em Natal, Mossoró e Parnamirim em 2020

Nas três principais cidades do RN, Natal, Mossoró e Parnamirim, caminhamos para “não eleições” municipais em 2020.

Sim, haverá pleito. Só que apenas os prefeitos já sentados nas cadeiras ingressarão de fato com o interesse de vencer a parada. Os demais competidores sinalizam apenas para o incremento de seus capitais políticos, pensando em suas reeleições para deputado estadual ou qualquer outra inclinação do gênero.

As oposições – se é que elas existem – não produziram e muito menos conseguirão gerar em pouquíssimos meses movimentos de contraposição. Salvo ocorra forte deslize por quem se encontra no poder, a competição nesses municípios será morna.

O exemplo mais gritante e recente do que é aqui tratado aconteceu em Natal. O prefeito Álvaro Dias pretendia contratar empresa de um parente para o hospital de campanha, isto dentro de um contexto de apresentação pública de gastos não condizentes com a realidade e carência de transparência. Ninguém procurou tirar proveito da situação com o objetivo de impulsionar uma candidatura e diminuir a chance de reeleição do prefeito. Depois da repercussão sem contraponto político, Dias recuou sem maiores desgastes.

O que ocorre nas cidades citadas é muito ruim. A gana da oposição tem poder fiscalizatório e qualifica a administração municipal. Sem competição eleitoral, a agenda que é produzida nela acaba sendo menos arrojada e o vencedor chega ao poder com poucos compromissos com o eleitor. E a tendência é que a gestão caia em produtividade.

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