Os elementos pedagógicos no caso dos digital influencers do PT

OS ELEMENTOS PEDAGÓGICOS NO CASO DOS DIGITAL INFLUENCERS DO PT
 
O que mais deveria ter chamado a nossa atenção no caso dos, deixe me usar o nome chique, digital influencers pagos pelo PT era o amadorismo com que a operacionalização da distribuição de conteúdo acontecia. Não sua existência.
Os patrocinados recebiam os pontos de pauta por email, o que abriu margem para o inevitável posterior vazamento. Não parou por aí. A agência de marketing digital está no nome de um deputado do PT e é tocada por um assessor do mesmo partido. É um diferença notável em relação ao modo como outras agremiações atuam em situações semelhantes. A lógica seria, digamos assim, mais discreta e menos passível de alastramento escancarado com consequente possibilidade de ganhar, como ocorreu, os olhos de todos nós que estamos do lado de fora. Jamais, vale especular, isto teria tamanha proximidade com agentes graúdos. Digitais ficariam distantes da cúpula. Foi uma ação de atrapalhados.
 
O episódio tem elemento pedagógico. É ingênuo supor que exista, no processo de profissionalização da política, algum grupo organizado disputando o poder que se pretenda moderno, que não faça uso de meios de manipulação da opinião pública. Quer seja de direita ou de esquerda. Se há diferença entre os lados, e há elementos para conceituar que elas existem, essa dissociação é política. Nunca moral.
 
Uma mera varredura no twitter constata a utilização de robôs, alguns dos quais situados em outros países, para turbinar pontos de vista distintos. Ainda assim, o pensamento juvenil é bastante compartilhado entre radicais caracterizados pela certeza – sem qualquer base sólida – de que ocupam um patamar de superioridade em relação aos seus oponentes. Não, não fazemos. Ou se o dito cujo é tocado por uma ponta de realismo, logo em seguido isto é desfeito pela tese de que sua atuação é relativa em face dos interesses proclamados mais nobres.
 
Claro, sempre haverá um combate para o militante, dotado de razão unitária e excludente, ver e se afirmar como melhor do que os seus contendores. Com direito a troca de acusações. Mas aí já será mais uma batalha da guerra cotidiana que tomou conta das redes sociais. Quem se arvora a avaliar a fina arte de maquiavel por outro prisma nem deveria perder muito tempo com isso. Aliás, cabe encerrar por aqui.

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