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Jaguncismo institucional: uma prática autoritária na Câmara Municipal do Natal que precisa acabar

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O vereador Robério Paulino denunciou que está sendo boicotado pela presidência da casa na Câmara Municipal do Natal. Em entrevista ao Saiba Mais, ele disse que seus 26 projetos estão encostados nas comissões, pendentes de avaliação. A vereadora Ana Paula também já criticou a conduta.

É um problema grave de fato e que precisa acabar. Uma lógica antiga e que Paulinho Freire, presidente da casa, até agora não alterou. Funciona assim: se você não vota com o presidente eleito do legislativo local, seus projetos passam a ser paralisados. Os parlamentares aliados à mesa diretora pedem pareceres e mais pareceres para a procuradoria ou dentro das comissões, para que suas ações não andem nunca. Eles são meramente protelatórios. Na maioria das vezes, dúvidas pueris apenas levantadas para embarreirar. Os vereadores ficam se alternando nas solicitações de informação. Com isso, o mandato fica parado e o eleitor pensa que o vereador não está produzindo.

Há também cobertura desproporcional da assessoria da câmara no que tange os atos dos parlamentares não alinhados. Ela super funciona para o presidente da casa e é suprimida para os seus críticos. Recursos humanos, de exposição e outros acabam servindo a interesses pessoais do presidente e não de representação dos mandatos conferidos pelo povo de Natal.

É por isso que, diante dessa lógica, ninguém lança nome de oposição e as candidaturas para gerir a câmara são únicas. As ameaças já correm na escolha do presidente da casa. O político sabe que, se for candidato e perder, sofrerá por até quatro anos nas mãos dos vereadores do status quo. O maior oposicionista, por questões de sobrevivência, vota com a situação. Forma-se um falso consenso por ausência de democracia e supressão da minoria.

Natal é uma cidade de quase um milhão de habitantes. Não deveria mais existir espaco para esse jaguncismo institucional.

Benes não conseguiu nem fazer o prefeito de Lajes…

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…Sua cidade Natal. Mas, sem também ter condições para se reeleger deputado federal, será o principal candidato de oposição ao governo em 2022? É uma equação frágil, não?

Preocupados com a viabilização pessoal, Rogério e Carlos Eduardo tentam jogar Álvaro Dias na disputa ao governo em 2022

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Caro leitor, preste atenção. As movimentações no RN não são pela candidatura ao governo de Álvaro Dias. Ele até começou o processo, fazendo visitas ao interior e impulsionando conteúdo nas redes sociais para todo o estado. Só que ele parou. Na política, sinais importam muito mais do que discurso. E, apesar dele não fechar a possibilidade completamente, não há pré-candidatura em curso vinda do prefeito de Natal. Há mais ou menos um ano do pleito, não se joga parado numa situação com essa.

O que há, na verdade, são setores plantando sua candidatura e tentando empurrá-lo ao pleito. Que setores? Os que partem de Carlos Eduardo Alves, que tem a liderada Aila Cortez estrategicamente posicionada como vice de Álvaro. Caso ele saia, CEA faria sua campanha ao senado em 2022 com a máquina da prefeitura de Natal na mão. O outro é Rogério Marinho, que sonha com uma chapa – Álvaro Dias para o governo e ele para o senado.

Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB, tentou lançar no último fim de semana Álvaro ao governo. O presidente do PSDB não conhece a política local. Daí ser preciso ligar os pontos: a entrevista foi dada ao jornal Tribuna do Norte e Rogério tem bom trânsito junto ao tucanato nacional. Precisa dizer algo mais?

Dilma, Temer, Bolsonaro e os “estelionatos eleitorais”

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A noção de estelionato eleitoral, bastante utilizada contra Dilma Rousseff em 2015, sumiu. Quando Michel Temer assumiu com agenda desconexa da aprovada em 2014, nada do enquadramento pela via do “estelionato” aparecer. Também não surge contra o atual presidente Jair Bolsonaro e o agora seu “centrão”. Motivo do sumiço do ataque com Temer e Bolsonaro? Reformas.

A retórica era a seguinte em 2015 – Dilma vendeu um peixe na eleição e entregou outro após o pleito. Ocorre que a contradição se expressava na falácia decorrente desse raciocínio – portanto, Temer deve agora sentar na cadeira presidencial e aprovar reformas ainda mais distantes do que o eleitor aprovou em 2014. Ora, na prática, Michel Temer dobrou o “estelionato”. Afinal, o eleitor de 2014, que também elegeu o então citado vice-presidente, não era a favor de reformas. Pelo contrário.

E o alinhamento com o senador Ciro Nogueira na casa civil, por que também não é chamado de estelionato eleitoral contra Jair Bolsonaro? Porque a aproximação abre a possibilidade para a aprovação de novas reformas. Daí o silêncio. As críticas vêm mais da esquerda do que das vozes do “mercado” e da imprensa. Mas ele não disse que jamais se aliaria a eles, ao sistema? Estelionato? O ataque não vem.

A esperança dos desejosos por novas reformas é a de que Ciro Nogueira destrave a resistência sofrida pelo presidente no senado. Daí não vermos investidas efetivas contra essa interação. A esperança é que, com ele na articulação política, o que Arthur Lira vem fazendo na Câmara, passando muitos projetos de alteração de legislações em diversas áreas, encontre também bom encaminhamento na casa revisora em que Ciro tem bom trânsito.

A ideia de estelionato, portanto, foi a forma discursiva encontrada para deslegitimar o mandato da presidente Dilma Rousseff em 2014 e de empurrá-la para mudanças na área trabalhista e previdenciária, que ela acabaria fazendo de uma forma mais suave do que as engendradas por Michel Temer e, agora, por Jair Bolsonaro.

Benes critica o governo estadual, mas não entrega os cargos

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Em entrevista pelo interior do RN, o deputado federal Benes Leocádio, que quer ser candidato ao governo em 2022 porque perdeu as bases eleitorais para a sua reeleição, fez críticas ao executivo estadual. E ainda emendou: sua experiência como prefeito de Lajes o habilita para gerir as terras de poti.

O interessante é que essa movimentação de neo-oposição vem sendo feita com cargos no governo estadual. Até agora nenhum foi entregue.

Qual foi a ideia a ser implementada por Bolsonaro na Pandemia que o STF impediu?

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O presidente Jair Bolsonaro alegou, durante o fim de semana, que se tivesse coordenado enfrentamento à Pandemia não teria morrido tenta gente.

O tragicômico dessa fala é que a única coisa que o Supremo Tribunal Federal, ao ser provocado por outros entes, o impediu de fazer foi deixar tudo escancarado como ele queria, permitindo que estados e municípios fizessem isolamentos. Só. Imagine, caro leitor, tudo funcionando normalmente com o vírus descontrolado na rua? Ainda assim, ele boicotou com falas e legislações criadas de última hora.

Qual foi a ideia desse senhor que foi objetivamente cerceada na Pandemia? Nenhhma. Distribuíram remédios ineficazes feito farinha. O governo federal se omitiu na compra de vacinas, em campanhas de propaganda e coordenação.

Por isso, aliás, a tragédia. Caso o Brasil estivesse nas mãos de qualquer outro presidente, a administração federal teria evitados mortes e não atuado para incrementar os números macabros.

Continua a procura: partidos buscam batedores de esteira para 2022

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Os partidos do RN continuam procurando batedores de esteira para compor as nominatas com o objetivo de disputar as vagas para deputado federal e estadual.

Faltam nomes dispostos a ir para a campanha apenas para juntar votos em prol da vitória de terceiros.

Styvenson jogou seu erro para a imprensa

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É do debate criticar jornal, mas dizer que a Tribuna do Norte só publicou porque ele não paga, como Styvenson fez para tentar justificar sua fala em live sobre umas “tapas boas” de policial em mulher com criança de colo, é desrespeitoso e injusto com a empresa e seus profissionais.

O assunto veiculado tinha relevância jornalística e o senador é homem público. Tem de saber lidar com as críticas. A fala de Styvenson revela visão autoritária.

Vereador é notificado por partido para assinar CEI dos respiradores em Natal

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Klaus Araújo tem resistido em assinar requerimento da CEI dos Respiradores (Foto: autor não identificado)

Do blog do Barreto – A executiva municipal do Solidariedade deliberou que o vereador Klaus Araújo deve assinar o requerimento de instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos respiradores que visa investigar os contratos da Prefeitura do Natal que resultaram na Operação Rebotalho.

O parlamentar vem resistindo em assinar o documento e causando uma situação contraditória para o partido que se dispôs a assinar prontamente a CPI da covid na Assembleia Legislativa e tem como ela investigar “doa a quem doer”.

Klaus foi notificado oficialmente para assinar o documento.

Deflagrada em 1º de julho a Operação Rebotalho apura superfaturamento de R$ 1,4 milhão na compra de respiradores pela Prefeitura do Natal e indica a compra de equipamentos considerados obsoletos.

A CEI conta com seis assinaturas entre elas a do outro vereador do Solidariedade, Anderson Lopes.

O não presidente

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Está tudo caro. Uma ida ao supermercado atesta que você sai com bem menos produtos da loja do que anteriormente. Porém, ao invés de falar como trabalhará a questão da recuperação do poder de compra da população, o presidente tem coisas mais importantes a dizer. Tipo: ameaçar as eleições de 2022 e colocar em dúvida a eficácia das vacinas. É um não-presidente. Parabéns aos envolvidos.