23 de março de 2025

Ao sair de hospital após cinco semanas, papa agradece preces e pede fim de conflito em Gaza

Autor: Daniel Menezes

RFI - O papa Francisco fez sua primeira aparição pública neste domingo (23) após mais de cinco semanas, saudando a multidão do balcão do hospital Gemelli, em Roma, antes de sua saída do estabelecimento. Depois saiu em comitiva em direção ao Vaticano.

"Obrigado, obrigado", disse o papa, com uma voz frágil, aparência inchada, sentado em uma cadeira, acenando com a mão para a multidão que o aplaudia diante do hospital.

Com 88 anos, o pontífice, que está no cargo há 12 anos, foi hospitalizado no dia 14 de fevereiro devido a uma grave infecção respiratória.

Seus médicos declararam no sábado que ainda será necessário "muito tempo" para sua recuperação completa e indicaram que ele ficará em descanso no Vaticano por mais dois meses.

Fim de ataques israelenses

Em sua oração dominical do Angelus, o papa Francisco exigiu o fim "imediato" dos ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza, além da retomada do diálogo para a libertação de "todos os reféns" e para um "cessar fogo definitivo".

"Estou triste pela retomada dos intensos bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, que causaram tantas mortes e feridos", escreveu o papa

O exército israelense lançou neste domingo uma ofensiva em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde pediu a retirada de parte da população, enquanto continuava suas operações no norte, cinco dias após romper o cessar-fogo com o Hamas.

Libertação de reféns

"Peço que as armas se calem imediatamente e que tenhamos a coragem de retomar o diálogo para que todos os reféns sejam libertados e para alcançarmos um cessar-fogo definitivo", continuou Francisco.

"Na Faixa de Gaza, a situação humanitária é novamente muito grave e exige o compromisso urgente das partes em conflito e da comunidade internacional", concluiu.

A retomada das operações militares no território palestino, causou mais de 520 mortes desde terça-feira, segundo a Defesa Civil de Gaza. Os ataques coincidem com nova ofensiva fatal no Líbano contra o Hezbollah pró-iraniano, enquanto o exército israelense anunciou no domingo ter interceptado um míssil vindo do Iémen.

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