Álvaro Dias, assim é fácil

O sistema de saúde de Natal está colapsando. Nada diferente do RN e do Brasil.

De quem é a culpa? O objetivo do texto não é responder a essa questão. Só que foi dito desde o início que, caso a pandemia progredisse, nenhum sistema de saúde do mundo seria capaz de fazer frente a sua imensa capacidade de hospitalizar. Ela evoluiu e aconteceu o que foi dito que iria ocorrer.

Mas o prefeito de Natal Álvaro Dias está em busca da sua reeleição e não quer ter de falar que simplesmente se encontra numa situação de incapacidade diante da pandemia. Precisa arrumar culpados.

Daí que sacou a manjada terceirização de responsabilidades, culpando o governo do RN. Alegou, em entrevista ao jornal tribuna do norte, que o governo deveria abrir um hospital de campanha, como se não tivesse aberto leitos na rede metropolitana de Natal de saúde, nos hospitais do estado e em parceria com a liga contra o câncer, por exemplo.

Também pediu para que o estado adotasse um protocolo de remédios contra a doença. Ele é defensor do uso da cloroquina, que já foi suspensa no mundo inteiro, inclusive com recomendação da organização mundial de saúde, como fármaco contra covid por não apresentar resultado positivo, mas sim efeitos adversos. A governadora Fátima Bezerra já enfatizou que cabe ao médico, a partir da avaliação de cada paciente, receitar e não ela.

Por fim, disse que quem deve agir para efetivar o decreto de isolamento social é o governo. Ele se mostrou defensor da medida apesar do comércio do alecrim se encontrar aberto e as feiras livres em pleno funcionamento após sua autorização. Mas em Natal, cidade que administra – ele é o prefeito, não é? -, argumenta que cabe ao governo agir para fazer valer o decreto.

Dias, bônus para si e ônus para os outros? Assim fica fácil, não é? Se for para se eximir das responsabilidades e só querer a parte boa de ser prefeito, para quê continuar no cargo?

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