Ao dizer que Estados e Municípios podem vacinar adolescentes, se assim quiserem, Queiroga joga no lixo a articulação nacional da vacinação pelo PNI

Após a anvisa se manifestar a favor da manutenção da vacinação contra covid-19 de adolescentes, além de outros órgãos do setor, e o governo de SP demonstrar que a morte de um adolescente não tem relação com o uso do imunizante, o ministro da saúde Marcelo Queiroga resolveu inovar. Adepto do negacionismo presidencial de não imunizar adolescentes, fez um pequeno recuo. Alegou que os Estados e Municípios têm autonômia para não seguirem a recomendação do ministério da saúde e podem, portanto, continuar, se assim quiserem, a vacinar adolescentes em geral.

Queiroga, na prática, jogou no lixo a articulação nacional do Programa Nacional de Imunização como modo de emendar o discurso antivacina que proferiu durante a semana. Ele foi alvo de críticas da já citada Anvisa, de sociedades médicas e da câmara técnica do ministério da saúde, que ameaça entregar os cargos em conjunto caso ele não volte atrás da medida. Segundo a imprensa, ele resolveu paralisar a vacinação de adolescentes no país, após ser questionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Deixe um Comentário