Após a humilhação, Teich procura a exoneração?

Ontem (11), o ministro da saúde, Nelson Teich, ficou sabendo pelos jornalistas que a pasta deu amparo técnico para a mudança de serviços essenciais. O governo federal publicou decreto em que torna salões de beleza, barbearias e academias serviços essenciais. Como o Supremo Tribunal Federal já determinou que questões concernentes ao isolamento devem ser administradas pelos estados e municípios, o documento termina sem efeito. Serve, na verdade, para jogar tais segmentos contra governadores e prefeitos.

O ministro da saúde é atacado há 48 horas pela equipe do chamado gabinete do ódio, com as palavras-chave #ForaTeich, #TeichLiberaaCloroquina.

Hoje, em seu twitter, o ministro resolveu publicar sobre os efeitos colaterais da coloquina e enfatizou que só pode utilizar o remédio quem assina um termo de responsabilidade. Acabou levando mais porrada pela atitude.

Cabe a pergunta: após uma das cenas mais humilhantes dos últimos tempos na política, de um ministro sendo informado por atos chancelados pela sua pasta por jornalistas numa entrevista coletiva e ser atacado nas redes sociais por fogo amigo, estaria procurando a exoneração?

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