Bolsonaro interrompe investigações contra ele e seu governo com baixo conhecimento da sociedade

A estratégia do presidente Jair Bolsonaro de frear tudo que é investigação que alcance sua figura ou seu governo vem sendo bem sucedida. O desmonte de órgãos de controle, a perseguição e exoneração de quem quer que investigue sua gestão só é de conhecimento de pequena bolha super informada.

Agora, mais uma vez, ele troca a diretoria da polícia federal e as pessoas encarregadas de prosseguir com as investigações contra ele. Semana passada, a mudança ocorreu na receita federal, justamente entre os que capturaram as ações de lavagem de dinheiro dos seus filhos.

E mesmo quando a coisa fede tanto que explode, ele não tem o menor receio em exonerar investigadores com a operação em andamento e atacar a imprensa/o mensageiro. Foi assim no contrabando de 160 milhões em madeira das terras da união com apoio do ministério do meio ambiente. Também não aconteceu de modo distinto quando ele exonerou todos os chefes de setor que investigavam seu filho mais novo por tráfico de influência ou ainda os policiais federais que tentaram executar a ordem de prisão do blogueiro Allan dos Santos.

As instituições estão sob ataque e sendo amansadas em sua capacidade de escrutínio conquistado nos últimos anos. O irônico é que quem abre esta janela de oportunidade são os órgãos de controle que começam a se politizar, através da lava jato, gerando reação do sistema político.

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