Com CPI da Covid, bolsonarismo se comportará mais como pensamento de seita

Os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito da Covid-19 começaram já demonstrando que o presidente Jair Bolsonaro recusou, em diversas oportunidades, a compra de vacina em plena pandemia. Mortes poderiam ter sido evitadas e o comércio não precisaria ter sido fechado caso tivéssemos imunizantes.

Para terminar de completar, o governo federal apresentou informação dúbia sobre o uso das poucas doses que temos, mandando aplicar tudo de uma vez. Hoje, 25% dos municípios brasileiros não têm reserva técnica para a aplicação da segunda dose da vacina chinesa coronavac, responsável por 80% da imunização contra covid-19 no Brasil. O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reconheceu o erro.

Com os recentes ataques do governo brasileiro contra os chineses, ação absolutamente desnecessária só tendo razão de ser no âmbito de uma ideologia extremista, o envio do princípio ativo da coronavac deverá se tornar ainda mais esporádico.

Diante de tal contexto e com a CPI popularizando as ações e omissões do governo Brasil diante da pandemia, que já são de conhecimento de quem vem acompanhando a situação mais de perto, a base bolsonarista irá minguar. Aliás, como as pesquisas já vêm detectando. E os que ficarem com o mito, só conseguirão agir fechando as portas para a realidade e erguendo um cenário paralelo. Virarão cada vez mais uma seita.

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