Com fraude eleitoral, ataque à constituição e golpe militar, cenário ainda é bastante turvo na Bolívia

Aqui no Brasil não são poucos os que tentam resumir o problema boliviano ao nosso fla-flu nacional. Mas lá a coisa é complexa e escrever no calor dos fatos é algo bastante complicado.

Primeiro, Evo Morales foi para um quarto mandato, rasgando a constituição do país. Depois, não satisfeito, fraudou o resultado eleitoral, conforme a organização dos estados americanos.

Os protestos tornaram-se bastante acentuados e Evo perdeu o apoio da polícia e do exército. A partir daí ficou bastante difícil para ele. O aspirante a ditador ainda tentou convocar novas eleições como forma de apaziguar o ambiente. Não adiantou.

Aí entram os militares. Fizeram Morales desistir do mandato na base da ameaça física. Ele fugiu do país. E seguem predendo jornalistas, políticos, juízes e membros da sociedade civil. A saída militar se desenha no sentido de um golpe clássico. A deposição também não foi nada democrática.

O cenário ainda é bastante turvo. As informações acima é o que se tem até agora.

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