Dando a egípcia

DANDO A EGÍPCIA

Um monte de gente, de jornais e instituições se descolam do presidente Jair Bolsonaro. Eles apoiaram durante a campanha e agora dão a egípcia. Isto é: fingem desconhecer o passado e clamam para que ele mude. É uma forma de jogar o presidente deles ao mar e retirar de si o peso da irresponsabilidade.

Em 2018, deram de ombros contra os argumentos racionais de que Bolsonaro, uma vez no poder, não ia deixar de ser Bolsonaro. Preferiram acreditar na tese da moderação pós-vitória, após trinta anos de mandato como deputado que se construiu pela avacalhação. Que ele não iria fazer o que disse que executaria. Ou que, no segundo turno, Bolsonaro e Haddad eram duas figuras equivalentes. Fala-se tanto em autocrítica. Cadê a atitude semelhante desse pessoal?

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