De repente, todo mundo tem um hacker para chamar de seu

De repente, todo mundo passou a ser atacado por hackers: juízes, procuradores, desembargadores, membros do conselho nacional do ministério público. Hackers que invadem o telefone dos outros e falam: “oi, eu sou hacker” e usam termos como “outrossim”. Foi assim que um se identificou e ingressou no grupo de conversas do CNMP, conforme o noticiário nacional.

A questão é que o The Intercept, que está publicando as conversas vazadas entre o ex-juiz Ségio Moro e Deltan Dallagnol, chefe da força tarefa da lava jato, nunca falou sobre sua fonte. Nunca disse que era um hacker.

E mais. O juiz Sérgio Moro e outros alegam que tiveram seus smartphones hackeados na última semana. Ocorre que o The INtercept já estava de posse do material no mês de Maio, conforme nota da Globo, que alegou ter sido procurada pelo portal para estabelecer parceria de divulgação do conteúdo. As datas que fundamentam a história dos hackers não batem até o presente momento.

Dado o exagero estabelecido de última hora, sem comprovação fática, a história parece mais uma “vacina” estabelecida para proteger os possíveis envolvidos em novos vazamentos e também uma forma de endossar a versão oficial advinda do MPF e do juiz Sérgio Moro.

Com esse papo cheio de retalhos, cria-se também uma narrativa em que o conteúdo das conversas acaba sendo colocado em segundo plano.

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