Extinto pela União em 2001, manutenção do adicional por tempo de serviço é um tapa na cara do RN

O Adicional Por Tempo de Serviço foi extinto em 2001 pelo governo federal. Diversos Estados já aboliram o benefício. O restante atua para acabar com ele.

Aqui ele foi mantido pela Assembleia, que recusou o assunto no pacote de ajuste fiscal proposto pelo governo. A gratificação, com outras incorporações, faz com que ASGs cheguem a salários próximos de 10 mil reais, após alguns anos. Os valores são públicos e se encontram no portal da transparência.

Abaixo, um contracheque de um servidor do Estado aposentado pelo cargo de Assessor de Serviços Gerais. O salário passa dos 9 mil sem os descontos. Não se trata de caso isolado. Apesar de ser informação pública, foi riscado o nome e o número da matrícula.

Grupos de servidores alegam que isto é um “direito”. Como a sociedade não acompanha e é pouquíssimo organizada, não cai de pau na manutenção do adicional. Claro, com uma boa demagogia dos deputados estaduais.

Medidas como essa nos manterão na crise. Dinheiro não se fabrica.

Há uma inversão absurda: uma máquina estatal mantida por 3,4 milhões de pessoas continuará a funcionar para 100 mil servidores e poderes, principalmente àqueles que estão no topo da pirâmide.

Quando você passar semanas para tirar um RG, assistir a uma matéria sobre a precariedade das delegacias ou ficar sem atendimento em um hospital, lembre-se desse post.

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