Na última disputa entre Queiroga e Dória, o ministro tem razão

O governador de São Paulo João Dória (PSDB) desempenhou papel fundamental na vacinação no Brasil. Não apenas trouxe a primeira vacina, como também sua atuação política gerou forte perspectiva de pressão competitiva para o presidente Jair Bolsonaro, que negou diversas compras de imunizantes, atuar.

Porém, na última disputa com o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, Dória perdeu a razão. O Governo do Estado de São Paulo quer aplicar a terceira dose de reforço entre idosos com mais de 80 anos e profissionais de saúde com a coronavac, hoje produzida pelo Butantan. No entanto, como enfatizou Queiroga, as pesquisas demonstram que o cruzamento de vacinas melhora a proteção imunológica. É o que vem dizendo os especialistas ouvidos pela imprensa nacional e também sendo adotado lá fora. A premiê alemã, Angela Merkel, por exemplo, tomou astrazeneca e recebeu uma dose de reforço da Moderna.

O ministério da saúde quer aplicar uma terceira dose de Pfizer. Queiroga afirmou que ainda não há pesquisas sobre uma terceira dose aplicada com coronavac. Isto não retira a qualidade da coronavac, mas apenas enfatiza o que é a estratégia com boas evidências de pesquisa.

Pelo que é possível entender, Dória teme o uso político de um reforço com uma dose de Pfizer, que “seria” do governo federal e não a “sua” vacina. De fato, este uso político pode ocorrer. Ainda assim, o que vale é o que há evidências para tanto e Queiroga tem razão.

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