O debate sobre segurança pública no RN precisa sair do rame-rame de sempre

Cabe a oposição bater no poder. Nas democracias liberais funciona assim, através também de tal controle político. Inicialmente, a oposição ao governo Fátima apostou no atraso das folhas e não aconteceu. E, com o pagamento de três folhas em aberto da gestão anterior, o tema da violência retorna.

Trata-se de pauta antiga do RN. Porém, o debate tem assentamento precário. Primeiro, apesar de contarmos com grandes especialistas na UFRN e fora dela, eles não existem na esfera pública potiguar – são sumidos. Como este blogueiro não é especialista no assunto, portanto, fica curioso para saber sobre uma real comparação e análise evolutiva – com fundamentos – a respeito do tema.

É óbvio que a violência não será zerada. Para que o debate seja sério, nos últimos anos, deveríamos saber se tivemos uma melhora ou piora nas estatísticas. Os investimentos aumentaram ou diminuíram? Quais os gargalos?

Porém, nada disto é devidamente confrontado e caímos no rame-rame de sempre. A oposição e a imprensa antipetista começam a citar casos de violência, dando publicidade a eles como sinônimo de incremento da criminalidade. Com o discurso alarmante e não resolutivo de sempre – a gente não tem paz, é preciso endurecer, a culpa é dos direitos humanos, etc -, eles servem sobretudo para circular nas redes sociais. Aí o governo reage, enviando releases sobre operações policiais e mostrando que a polícia está trabalhando como maneira de fazer frente na guerra de opinião. E uma visão de conjunto sobre o assunto nem sequer chega a ser tangenciada.

Como o debate é imprescindível para o despertar da sociedade sobre o problema e a posterior geração de políticas públicas, a questão da violência vai ficando, na prática, como uma agenda que todo mundo fala, mas que não é refletida de fato.

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