O que nos espera em 2022 se Bolsonaro perder: incitados por Trump, manifestantes invadem congresso tentando impedir o reconhecimento da vitória de Biden

O presidente Jair Bolsonaro todos os dias joga contra o sistema eleitoral brasileiro. Prepara o alçapão caso seja derrotado em 2022. Sua escola é a de Donald Trump. Alguém tem alguma dúvida de que fará o mesmo que o presidente dos EUA que não conseguiu a reeleição? As instituições precisam ficar preparadas.

Veja a notícia abaixo para já entender o que nos espera.

Um grupo de manifestantes pró-Trump tentou invadir o prédio do Congresso, onde ocorre a sessão que deve confirmar a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro. O protesto foi convocado pelas redes sociais, e tenta pressionar os republicanos para que apoiem a iniciativa do presidente para derrubar os resultados do Colégio Eleitoral, algo que nao tem previsão legal no país. No momento, o ato é acompanhado por milhares de pessoas.

Apoiadores de Trump se aglomeram diante de palco montado para a posse de Joe Biden, durante protesto contra a confirmação da vitória do democrata na eleição presidencial Foto: STEPHANIE KEITH / REUTERS

O grupo derrubou barreiras de proteção instaladas ao redor do Capitólio, e entrou em confronto com a polícia, que usou spray de pimenta para tentar dispersar a multidão. Funcionários do Congresso, além de jornalistas, foram levados para locais mais seguros. Alguns ja receberam permissão para retornar aos seus gabinetes, mas o prédio esta isolado. Segundo jornalistas no local, partes do palco que será usado na posse de Biden, no dia 20 de janeiro, foram danificadas. A instalação fica diante do Capitólio. Em vídeo divulgados das redes sociais, um grupo aparece lutando com policiais que tentaram reprimir a entrada. Depois, alguns deles conseguiram entrar no prédio do Congresso, mas foram contidos pelos policiais.

Mais cedo, em discurso, Donald Trump defendeu que seus apoiadores se concentrassem diante do Congresso para pressionar deputados e senadores para que atuassem em sua defesa, e prometeu que “estaria junto deles”, sem especificar se vai comparecer ao ato. Na véspera da votação, as autoridades de Washington reforçaram a segurança na cidade, incluindo com o apoio da Guarda Nacional, e alertaram os moradores para que evitassem as concentrações de apoiadores de Trump.

A certificação é o último passo para reafirmar a vitória de Biden no Colégio Eleitoral e começou na tarde desta quarta-feira (6/1). Nesse caso, a Câmara e o Senado se reunirão para a contagem e certificação dos votos, com um resultado de 306 para Biden e 232 para Donald Trump.

Geralmente, esse procedimento ocorreria como uma mera formalidade, no entanto, este ano será diferente porque Donald Trump não admite derrota e diz que a eleição foi roubada.

Logo no início da leitura dos votos, ao chegar no estado do Arizona, parlamentares contestaram o resultado. Assim, a sessão teve que ser interrompida.

Com informações de O Globo e Metrópoles

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