O saldo do Carnatal e o modo como praticamente nada é debatido com seriedade por aqui

Não há aqui dois pesos e duas medidas. Este blog fez diversas críticas sobre a ausência de dados fundamentadores para fazer o carnatal, abrir a visitação da árvore de Natal e não executar o réveillon na cidade, principalmente pelo viés segregacionista embutido nessa operação. A pergunta central continua sendo – qual é o critério para um funcionar e outro não?

Pela ausência de debate, criaram – como sempre, aliás – uma falsa separação entre modernidade e atraso, defesa da economia e desemprego. Mas era possível defender a realização do carnatal com dados, análises amplas e estudos e até, se fosse o caso, criando meios para o que viria.

Os hospitais privados estão abarrotados de gente. As UPAs da mesma maneira. Gripe? Covid? Não sabemos exatamente. As pessoas não estão sendo em sua maioria testadas. Na maioria dos casos, com sintomas leves, são medicadas e vão para as suas casas, conforme relatos em grupos de whatsapp e nas redes sociais.

Foi o carnatal? O Natal? Os dois? Nenhum? Não sabemos. Estamos no escuro.

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