O vigia, a vigilância e sua pedagogia

A alternativa de procurar um herói, um guardião, alguém dotado de poderes ou moral especial sempre termina como a lava jato agora vem se revelando.

Ninguém pode vir a ser posicionado acima das instituições e das ações de controle. O vigilante precisa também de vigilância. Não é desconfiança, é a ideia de que poder limita poder.

Pego em ação ilegal, conforme diálogos vazados pelo The Intercept, o espírito de corpo tomou conta de parte não desprezível de um braço investigatório – o parquet -, que age agora como casta fechada em torno de si mesma.

Seus membros não estão fazendo a menor cerimônia de avaliar a relação entre juiz e as partes de forma no mínimo retorcida, compartilham sites e notícias de origem questionável, esticam essa história de hackers. A compostura requerida pelo cargo virou detalhe.

Não é possível que a situação não gere resultados pedagógicos.

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