Populismo ignorante do bem

Há um movimento que pede o investimento do fundo eleitoral no combate ao coronavírus. Políticos surfam na retórica marota desprovida de razoabilidade.

O Potiguar também não gosta dessa forma de financiamento dos partidos e das eleições com dinheiro público. Mas o fato é que ocorreu pressão para que a política fosse assim sustentada e a mudança ocorreu. Sem esses recursos, a democracia fecha e ela não é menos importante do que o custeio do judiciário ou do legislativo.

A exploração política do caso também omite um dado básico. A questão fundamental hoje não é falta de recursos para a compra de insumos de saúde, mas a própria ausência deles no mercado mundial. O governo federal já tem cheque em branco para se endividar. O dado é que o mundo todo hoje quer máscara, respiradores, etc, e apenas a China está produzindo. A demanda é muito maior do que a oferta.

Se o fundo eleitoral cessar, sem nada em seu lugar, a política será de vez o espaço dos ricos com condições de arcar com suas campanhas. E o mundo será muito pior.

Quem atua por esse senso comum, o faz porque não tem coragem de defender medidas duras e necessárias, como o isolamento social. Pega o caminho fácil da defesa de uma ideia aparentemente boa, só que sem efetividade no combate à pandemia. Em resumo, puro oportunismo.

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