Por que o Executivo bate de frente com o legislativo

Primeiro pela razão do presidente Bolsonaro não fazer a gestão de sua base de coalizão. Com isso, se vê obrigado a pressionar o congresso através das ruas. O Ministro Heleno se deixou gravar, em evento oficial, clamando pelo povo nas ruas. O ato marcado para o dia 15 de março foi endossado pelo presidente Jair Bolsonaro, ao repassar vídeo sobre o assunto para aliados próximos em suas redes pessoais, conforme noticiou Vera Magalhães do Jornal Estado de SP.

Mas sobre o que exatamente o presidente quer pressionar o congresso agora, já que sequer enviou a proposta de reforma tributária e administrativa?

Bolsonaro é vítima do que ele mesmo apoiou no passado contra a então presidente Dilma Rousseff. O governo tem previsto para 2020 cerca de 80 bilhões de orçamento discricionário. Ocorre que, desses recursos, 30 bilhões serão administrados e empregados pelos deputados e senadores através das emendas impositivas individuais e de bancada. É o nó da questão.

Jair Bolsonaro tenta reverter o que foi utilizado contra a petista e aprovado por ele, quando então era deputado, para ter maior margem de manobra sobre o orçamento. Daí o ataque contra o congresso nacional.

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