Queiroga diz que mortes de crianças por covid “estão dentro de patamar aceitável”

  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, alegou que mortes de crianças por covid-19 no Brasil não são motivo para agilizar a aprovação da vacina para a faixa etária de 5 a 11 anos
  • Anvisa já aprovou vacina e atestou eficácia e segurança do imunizante
  • Nesta quinta, Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre vacinação de crianças

Do Yahoo Notícias – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que as mortes de crianças pela covid-19 estão “dentro de patamar aceitável”. Segundo o ministro, a faixa etária de 5 a 11 anos é a que tem menos óbitos em decorrência da doença e, por isso, não há necessidade de decidir sobre a vacinação de crianças com urgência.

“Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia”, declarou Marcelo Queiroga, mesmo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já tenha atestado a eficácia e segurança do imunizante para crianças.

Desde o início da pandemia até 6 de dezembro, 301 crianças morreram pela covid-19, média de 14,3 óbitos por mês, equivalente a uma morte a cada dois dias.

Segundo Queiroga, a espera para decidir sobre a vacinação de crianças é para “levar para os pais e para as mães uma palavra de conforto e de esperança e hoje nós estamos na época do Natal, é uma época propícia para isso”.

“A faixa etária de 5 a 11 anos é onde se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19. Cada vida é importante. Nós lamentamos por todas as vidas. Agora, o Ministério da Saúde tem que tomar as suas decisões com base nas evidências científicas”, disse o Ministério da Saúde.

Nesta quinta-feira (23), começou a consulta pública sobre a vacinação de crianças – aberta à revelia de especialistas, que recomendam o início da aplicação do imunizante em pessoas de 5 a 11 anos o mais rápido possível.

Sobre a consulta pública, Queiroga negou que se trate de “uma eleição”. “O lugar para se discutir esses temas é aqui no Ministério da Saúde. A consulta pública visa ouvir a sociedade, isso não é uma eleição, isso não é para opinião de grupo de ‘zap’. Nós queremos ouvir a sociedade, inclusive ouvir os especialistas. Nós não podemos ouvir os especialistas nos canais de televisão. O ministério não se guia pelas opiniões que são exaradas nos canais de televisão, embora respeitemos a imprensa. O lugar de se debater isso com especialistas é em uma audiência pública no Ministério da Saúde.”

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