Quem ataca Jean Paul Prates e Zenaide Maia hoje terá de pedir desculpas amanhã

A extrema direita ataca os senadores Jean Paul Prates e Zenaide Maia por terem votado contra o projeto que limita o ICMS. Segundo o ataque que circula nas redes bolsonaristas, eles votaram contra o povo. Será?

Ora, qualquer pessoa com o juízo minimamente normal já deve ter percebido que o presidente Jair Bolsonaro está estourando tudo para tentar se reeleger, procurando reverter o que dizem as pesquisas. Para isso, aprovou um auxílio até o fim do ano, jogou o aumento dos servidores para o ano que vem e queimará o que pegou com a Eletrobrás em subsídios para os combustíveis até também o fim do ano. Se o mundo não acabar em dezembro de 2022, a bomba virá no ano que vem. Dinheiro não nasce feito planta.

No caso do ICMS há agravantes. Os estados e municípios perderão receitas que serão retiradas da educação e do SUS. E como a fórmula de cobrança da Petrobrás permanecerá a mesma e há defasagem internacional no preço do petróleo, ingressaremos no seguinte cenário – com viés de alta, os combustíveis voltarão ao preço derrubado, estados e Municípios ficarão desabastecidos e uma Eletrobras será jogada fora.

A história é senhora da razão e, após a queda artificial do valor da gasolina e do diesel, não demorará muito para o jogo virar em favor do que Jean Paul e Zenaide defenderam. Afinal, os senadores pensaram nas escolas, nos hospitais e postos de saúde que serão penalizados por ação a longo prazo inócua.

Aliás, veja as duas postagens anteriores neste mesmo blog. Já há negociações para que a Petrobras faça a reposição do preço internacional dos combustíveis. É só uma questão de tempo.

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