Rastreamento das emendas do orçamento secreto demonstra modus operandi do ‘centrão’ no controle dos recursos federais

A imprensa tem atuado para rastrear as emendas ao relator do chamado orçamento secreto. O modus operandi é o mesmo. Compras feitas sem critérios técnicos, com preços bem acima do mercado e sendo executadas por empresas de parentes ou ligadas aos parlamentares remetentes das emendas. Da aquisição de bíblias, materiais de ensino de robótico para escolas sem computador e água até reformas a lógica é a mesma.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tentou esconder, mas após determinação do Supremo Tribunal Federal foi obrigado a abrir. E, a cada emenda específica, a mesma história. O executivo perdeu completamente o controle sobre o orçamento, que está sendo vilipendiado.

O próximo presidente terá muito trabalho para recuperar as rédeas a respeito de tal ponto. Os deputados e senadores não aceitarão perder esse controle facilmente.

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