RN vive uma tragédia após afrouxamento de medidas restritivas e passeata golpista

Jornal Nacional trouxe dados preocupantes para o RN (Foto: reprodução/Blog do Barreto)

Do Blog do Barreto – Estava escrito. A soma do afrouxamento das medidas com aglomerações desnecessárias como a passeata golpista de 1º de maio traria consequências nos dias posteriores.

Ontem o Jornal Nacional da Rede Globo mostrou que o Rio Grande do Norte teve aumento de 157% do número de casos confirmados de covid-19. É pior desempenho dos últimos oito dias no país e isso vem na sequência de dois decretos que afrouxaram as medidas de restrição social.

À emissora, o Governo do Estado informou que existem alguns dados represados que contribuíram para o aumento da média móvel.

Esse crescimento se reflete na fila por leitos de UTI/covid. Se no início do mês o Estado vinha mantendo um padrão de mais leitos disponíveis do que pacientes aguardando vagas agora a situação se inverteu. No fim da tarde de ontem chegamos a ter 70 pessoas na fila, segundo o Regula RN. No momento em que escrevo esse texto (9h20) os números apresentam uma melhora com 48 pessoas na fila para 25 leitos disponíveis.Fonte: Regula RN

Nas quatro regiões do Rio Grande do Norte o quadro de ocupação de leitos críticos (excluindo os bloqueados) está acima de 90% sendo no Estado a média de 93,7%. A região Oeste tem a pior situação com 98,1%.

O problema é de saúde, mas também é político. A governadora Fátima Bezerra (PT) não tem tido força para sustentar as medidas de restrição social. Em Natal ela enfrenta um forte lobby do setor empresarial, principalmente do turismo e ensino privado. A falta de condições econômicas tem travado a permanência de qualquer medida.

Ela afrouxou num cenário que estava longe de permitir isso. Bem diferente do ano passado quando ela estabeleceu uma meta de só recuar quando a ocupação de leitos críticos estivesse abaixo de 70%.

Some-se a isso a falta de vacina e ineficiência do Governo Federal na aquisição dos insumos.

Chegamos a um ponto em que as medidas tomadas são insuficientes porque nem salvam as vidas como se espera nem preserva a economia.

O Rio Grande do Norte entrou num “oito”.

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