Sobre o silêncio estratégico do Governo do RN diante do tombamento do Hotel Reis Magos

O Potiguar conversou com duas fontes petistas sobre a demolição do Hotel Reis Magos e chegou a seguinte conclusão. A ausência de posicionamento da procuradoria geral do estado diante da justiça – a PGE alegou que os 15 dias cedidos pelo desembargador Vivaldo Pinheiro representavam pouco tempo para apresentação de uma resposta e deu o silêncio como fato consumado -, foi a forma encontrada pela governadora Fátima Bezerra de não contrariar os grupos de esquerda mais envolvidos com o tema.

A governadora nunca teve interesse em tombar o hotel. Motivo: custo elevado, ausência de sustentabilidade financeira futura e, principalmente, retiraria seu discurso de austeridade diante da crise. Em resumo, agradaria grupos minoritários e seria lembrada de um gasto desnecessário até o fim do mandato toda vez que viesse a pedir sensibilidade sobre reformas e cortes.

Com a posição, ou melhor, com a falta dela, o governo jogou o ônus que colheria na esquerda para o prefeito de Natal Álvaro Dias, que já disse que pretende liberar a demolição, e sinalizou para a direita, que desejava ver o Estado fora do debate.

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