Sorria, você foi enganado pela CPI da Covid da Assembleia

Não foi por falta de aviso. A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia aberta para investigar os contratos do governo do estado na pandemia não tinha objeto concreto. Os dados já eram claros antes e estão mais escancarados agora. Vamos por partes.

Primeiro, a própria assembleia tinha uma comissão de enfrentamento à covid que foi aberta para isso durante a pandemia. A assembleia não apenas não fez o seu trabalho, como foi palco para negacionismo e discurso antivacina, abrindo a casa em um dos picos da pandemia gerando óbitos.

Segundo, os contratos já tinham sido aprovados pelo tribunal de contas do estado e pelo ministério público de contas. Era óbvio que os deputados não iriam achar o que não foi encontrado pelos entes de controle e que atuam para tanto.

Terceiro, no caso específico do contrato dos respiradores que não foram entregues, foi o próprio governo do estado quem denunciou a empresa por não ter entregado os equipamentos. E o governo já conseguiu reaver a maior parte do recurso através da justiça.

Por fim, a comissão teve pouca ênfase na análise técnica. O que fora percebido foi o uso da comissão para embalar notícias falsas e passar a estrelar em sites bolsonaristas, um meio para municiar candidaturas de membros da comissão.

Agora o último lance. O ministério público entendeu que a governadora Fátima Bezerra não agiu ao arrepio da lei no caso, esvaziando o pedido de indiciamento de Fátima pela comissão.

A Comissão teve início farsesco e se completa de forma melancólica. Mas o contexto estava posto. Caiu quem quis.

Deixe um Comentário