A nova política

A NOVA POLÍTICA

funciona assim. O líder máximo corre e distribui os principais cargos entre os próprios aliados mais próximos. Ou seja, com o discurso engana trouxa de que não negociará espaços, pega todos para ele e para o grupo dele.

Se a pessoa enxergar além do próprio nariz, e deputados e senadores vêem bem além disso, perceberá que a força dos espaços será utilizada para vencer na próxima eleição e derrotar aliados desalojados, inclusive. Ninguém do legislativo apoiará um executivo diante de tal correlação de forças. É suicídio.

Depois, vendo que a articulação vai naufragar porque nenhum congressista é louco de entregar o poder de agenda ao executivo nessas condições, para ser derrotado lá na frente, o presidente sequer modaliza o discurso e passa uma lista, assim abertamente, com os cargos disponíveis nos Estados para que deputados e senadores escolham. Após optarem, terão de votar com o governo na reforma da previdência.

Bem, o nome disso não deveria ser o de “nova política”, já que não há nada novo aí. Deveria ser política de baixo clero, o que Bolsonaro sempre foi e assim aprendeu a se comportar.

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