Após engolir corda de alguns deputados, a estratégia de Fábio Dantas segue fazendo água

Uma pessoa experiente fez uma análise para o índio poti, que é bem interessante e o indígena concordou e ainda refletiu a respeito. Vale expor.

O vice-governador Fábio Dantas recebeu corda de parte dos deputados estaduais para romper com o governo e assim o fez.

O inteligente articulador se colocou numa situação que ele sabe ser bem complicada, mas que ignorou. Não se rompe com um governo já quase no final do mandato simplesmente porque falta justificativa.

Agora, ele é vítima de sua própria incursão. Vive a explicar o inexplicável: era da base de Robinson, tinhas espaços, mas só que pensava diferente. Ele ainda irá repetir tal raciocínio muitas vezes e a probabilidade de alguém acreditar seguirá mínima, claro.

Mas os problemas não se resumem aos pontos expostos acima, o que já não seria pouco: os mesmos deputados incentivadores de Dantas não embarcarão em aventuras em período eleitoral. Não sujarão às mãos porque também podem ficar expostos no meio da rua. E em tempos de MP forte é um perigo.

Com muita zuada e parca quantidade de votos, Dantas ficou falando sozinho. De modo semelhante ao desembargador Cláudio Santos.

Dantas, que era senhor do seu destino, se tornou um plano B – talvez C – num cenário improvável e que ele não controla nenhuma das variáveis. E político odeia ficar ao sabor dos fatos. Além de ter virado boi de piranha para quem deseja atacar o governo – tudo agora cabe na sua conta -, não necessariamente com sua autorização, digamos assim, é o caminho de consolação das forças que ajudou a derrotar em 2014. Só será portador de escolhas concretas caso Robinson saia antes do prazo, alternativa por enquanto remota.

Sem essa variável, viabilizaria suas intenções de ser candidato ao governo se Carlos Eduardo Alves desistir de ser o cabeça de chapa de seu grupo. Num cenário ainda mais improvável, seria o nome de Fátima em 2018. Como os dois já estão em campanha aberta, o destino do vice-governador terminará sendo o da irrelevância em 2018.

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