Até onde vai uma candidatura empresarial no RN?

Li no portal Agora RN que um grupo de empresários pretende lançar uma candidatura ao governo. A ideia é apostar no desgaste da classe política e produzir um postulante alinhado com o discurso da gestão. É uma proposta a ser levada em conta diante de um certo vácuo de incerteza que paira sobre 2018.

Mas até onde iria uma candidatura capitaneada por alguém ou um grupo não imediatamente colado nos grupos políticos do RN?

A fórmula empresarial no RN ainda não está completamente evidenciada. No entanto, algo parece certo pelas terras de poti: a linha mobilizada por João Dória para ganhar em SP em 2016 não terá vida fácil por aqui.

Bem, o eleitor paulista não segue a mesma perspectiva do norteriograndense. Nosso contexto também é diferente. O perfil simpático nesse momento é de um líder que ataque o problema da segurança e minimize desigualdades no acesso à serviços de cidadania e água.

São temas que o discurso da gestão terá de mostrar proximidade, sob pena de ser abatido pela ideia de ser uma candidatura elitista. O risco que uma postulação com a pecha de empresarial corre no RN é de vir sem cheiro de povo e com a dificuldade de demonstrar de que modo o sucesso nos negócios irá imediatamente se transmutar na capacidade de exercer liderança política e gerar sensibilidade diante dos anseios do povo.

A operação se encontra em curso. Bom aguardar mais e conferir.

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