Cálculo eleitoral macabro em sua segunda onda

O presidente Jair Bolsonaro irá repetir o cálculo eleitoral que produziu na primeira onda da pandemia. Deixar o vírus correr, culpar os governadores por tudo, se dizendo não responsável, para aparecer como defensor do emprego e da economia.

Ora, trata-se de projeto necropolitico e não mais de negacionismo ou erro: não há vacinas e muito menos intenção de compra, etc. E sua tentativa de deixar a pandemia e a crise econômica para serem respondidas pelo “sistema” pode funcionar.

O cidadão tem lente neoliberal e enfrenta as mortes com fatalismo e acredita que a saída da crise de saúde e econômica ocorre pelo seu trabalho individual. E Bolsonaro fala para ele.

E o caos na saúde? O tal mito já espalha que mandou dinheiro para os governadores, quando na verdade o governo federal fechou leitos pelo país, conforme denunciou o fantástico de domingo.

Agora, é possível que o incremento certo da crise traga um choque de realidade, que exponha a tática mortal.

Veja o que escrevi em março de 2020 sobre a narrativa bolsonarista aqui.

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