Críticos do Proedi, pleito histórico da Fiern, agora culpam governo por fechamento da Hering, que diminui operações em todo o país

A mudança do programa de apoio ao desenvolvimento do RN (PROADI), para o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROEDI) representou modernização da legislação de incentivo ao emprego e à produção no RN, pleito histórico da Federação das Indústrias do RN.

A implementação do programa durante do Governo Fátima Bezerra não ocorreu sem resistências. Tanto foi assim que, após a judicialização, a Fiern lançou nota em defesa do Programa (leia aqui).

Agora, os mesmos críticos da modernização da legislação, que defenderam a manutenção da lei anterior, que retirou cerca de 20 mil empregos do RN em dez anos conforme estudos publicados pela imprensa na época, culpam governo pela sáida da Hering do Rio Grande do Norte.

Há uma contradição explícita e informações implícitas, dando o devido benefício da dúvida, esquecidas.

Contradição. Cabe lembrar que as empresas da indústria textil, além de elogiarem o novo PROEDI, disseram que, caso ele fosse extinto, sairiam massivamente do RN (leia aqui). A vitória do PROEDI foi fundamental para a permanência de diversas empresas por aqui. Ser contra o PROEDI e a favor da manutenção de indústrias no estado é uma conta que não fecha. Na verdade, o resultado da equação que salta aos olhos é que o Governo é o alvo, não importa se certo ou errado.

Informações esquecidas. Estranhamente, os críticos do PROEDI, que defenderam a legislação que aí sim retiraria empresas de terras potiguares num passado não muito distante, alegam que a Hering saiu do Rio Grande do Norte por falta de ação governamental. Ora, basta ver a imprensa nacional, para saber que a Hering anda mal das pernas em todo o país e fechará parte de suas operações em decorrência da perda de mercado e pelo desaquecimento do setor de venda de roupa durante a pandemia. Para não restar dúvida, todos os textos serão postados aqui, aqui e aqui.

Deixe uma resposta