Depois de tudo o que foi revelado…

Pouco importa a sua (ou a minha) compreensão sobre a culpa ou inocência de Lula e de outros punidos pela operação Lava Jato. Os processos, para não entrar em outras ações, se encontram completamente enviesados.

A culpa não é do mensageiro, não é de quem revelou os deslizes e ilegalidades. Também não é dos condenados (ilegalmente). Ora, se um agente de Estado quebra um procedimento que deve seguir, as consequências, como anulações processuais, têm de ser debitada na conta do destinatário praticante do ato.

Não tem como aderir ao argumento, bastante utilizado pelos defensores de milícias quando estas surgiram no RJ, de que há quebra da lei, mas por justa causa.

Além de um certo cinismo explícito – só sigo aquilo que me interessa e quando pega quem eu não gosto ou reprovo -, está bem catalogado em que ponto tal raciocínio termina. Sem qualquer tipo de controle institucional, grupos investidos da ideia de superioridade moral são capazes dos maiores absurdos. É uma regra de mão que anda de mãos dadas com a natureza potencialmente negativa do homem já posta pelos federalistas.

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