Endossar o Maduro, erro histórico da esquerda brasileira

Claro que do ponto de vista realista nem sempre é possível romper relações, inclusive com ditaduras. Não raro, o interesse nacional se apresenta como acima da possibilidade da reprovação direta de um regime autoritário. Porém, não é o caso do PT e de parte da esquerda brasileira simpática ao ditador.

Nada justifica alguém hoje defender o regime de Maduro. Indo para o terceiro mandato, tem utilizado o exército e um judiciário aparelhado para perseguir, prender e torturar dissidentes políticos.

Não há como culpar alguma mídia golpista que supostamente não mostraria a verdade sobre o país. Ele já não deixa nenhuma se manifestar. A Venezuela ingressou numa crise econômica sem precedentes com elevada taxa de homicídios e carência de produtos e serviços básicos. Ele bagunçou toda a região.

A oposição tentou impedir que ele assumisse o terceiro mandato. Ainda teve gente aqui pelo meu Facebook que, de maneira inacreditável, tentou pintá lo de vítima. Fala sério, gente. A oposição não aceita sua vitória porque foi impedida de participar de uma eleição em que mais da metade da população não compareceu.

Quem se diz adepto da democracia não pode ser conivente com o ditador venezuelano. A extrema direita brasileira se aproveitou desse erro histórico da esquerda moderada para igualar o apoio de Bolsonaro aos ditadores do passado. Fez uso da mesma régua. E vai ser assim: quem endossa o criminoso Maduro terá dificuldade para questionar o nosso aspirante a autocrata por aqui.

Deixe uma resposta