Esquecemos do básico

Todo mundo passando pano para um oportunista que foi ofender uma autoridade em seu espaço privado pra se promover. O advogado que foi inquirir o ministro Lewandowski em pleno vôo, agora aparece como defensor da liberdade de expressão. Piada pronta.

Trata-se, na verdade, de um boçal que, ao mesmo tempo em que exercia “sua crítica”, gravava tudo com objetivos já públicos.

Nenhuma autoridade pode ser tratada daquela maneira. Se o irmão de procuradores queria fazer sua crítica ao ministro ou ao STF, há outros espaços adequados para tanto. Ninguém tem a obrigação de aceitar ser ofendido passivamente, ainda mais uma autoridade constituída.

Agora, imaginem aí, um jornalista sendo abordado daquela forma – reprovável, repito – em seu espaço privado e a situação vazando? Teríamos nota de tudo que é instituição representativa do setor nos jornais do país, além de clamores pela responsabilização de quem de direito.

Um tribunal não deve ser regido pelo apelo de quem grita mais alto, mas pelo direito legitimado pelo legislador eleito. Esquecemos da civilidade, esquecemos do básico.

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