Funciona na prática?

FUNCIONA NA PRÁTICA?

SOBRE O PROCESSO SELETIVO FEITO PELO CAPITÃO STYVENSON PARA A ATIVIDADE POLÍTICA

Para uma repartição pública, caros, concurso e/ou processo seletivo são boas medidas para o recrutamento de quadros. As tarefas são eminentemente administrativas. Só que um gabinete de um deputado e de um senador não são espaços que fazem parte do braço burocrático do Estado. São instâncias de representação política.

Um senador vai liderar eleitores e precisa de gente experiente nisto. Não há muito segredo. São pessoas ou profissionais formados dentro de partidos ou outras organizações políticas com faro para colher demandas junto às bases eleitorais e fazer com que o Estado de torne sensível a elas.

Vale enfatizar. Não se ensina a “fazer política” em nenhum curso universitário. A pessoa pode ter doutorado e não ter traquejo algum para organização e encaminhamento de pleitos legítimos do povo ou não possuir qualquer instrução formal; no entanto, pela sua formação na vida política efetiva, ser iniciado na fina arte em pauta. Quem falar o contrário não passa de um empulhador.

Me perdoe – eu sei, foram muitos – quem vibrou com o processo seletivo proposto pelo governador de MG, Zema, e que o capitão Styvenson aqui no RN copiou para o preenchimento do seu gabinete de senador. Na prática, não passa de puro no sense.

Mas como a política segue sendo o bode expiatório para os nossos problemas, a medida agrada. É um sinal dos tempos.

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