JERN´s e esportes nas escolas negligenciados ajudaram a criar uma geração Nutella

JERN´s e esportes nas escolas negligenciados ajudaram a criar uma geração Nutella

Até início dos anos 2000, a abertura dos jogos escolares do RN era realizada no machadão, dada a importância do evento para a cidade.

Na década de 1990, lá por volta do mês de Outubro/Novembro, os colégios públicos e privados paravam por cerca de duas semanas para a competição dos Jogos Escolares do RN. A abertura reunia tanto aluno, que era realizada no finado Machadão.

Era uma alegria. Joguei os Jern’s em três oportunidades. Para tanto, treinavamos o ano inteiro entre três e cinco vezes por semana. Os colégios promoviam viagens em que jogávamos contra outros estados. A resenha era enorme. Fiz amigos e o ambiente do esporte sempre foi de muito ensinamento, perseverança e respeito. O treinador era um exemplo e autoridade para nós, então meros garotos.
É uma experiência e tanto, que infelizmente se perdeu. Não faz pouco tempo que os Jern’s se tornaram um torneio qualquer. As instituições de ensino não valorizam mais o esporte. Os discentes treinam, no máximo, duas vezes por semana, me relatou um professor de basquete das antigas. Tudo se volta para o ENEM, como se esta inesquecível passagem pela prática esportiva no tempo de formação da nossa adolescência fosse menos relevante. Não é.
Já é possível perceber a consequência disso. Surge uma geração Nutella, preguiçosa, sedentária, mimada e doente, presa ao mundo atomizado das redes sociais.
Nas peladas de basquete da cidade a maior parte dos jogadores tem entre trinta e quarenta anos. Sem talento, os poucos jovens parecem não se interessar, carecem daquela “tara”, da confiança e jogo de cintura que o esporte pode proporcionar. Eles não sabem o que estão perdendo, mas seus pais têm pleno conhecimento e deveriam alterar este estado de coisas. A saúde física e mental da próxima geração depende, em parte, disto.

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