Jogando a política no caixa 2

O eleitor, o formador de opinião e até os especialistas não querem discutir de forma realista o financiamento das campanhas no Brasil. Não há estudos comparativos. Não há perspectiva clara sobre quanto os serviços normais de uma competição pelo voto oneram o pleito. Só se fala em barateamento das campanhas de uma forma um tanto quanto mágica.

No Brasil, não há tradição de doação de recursos por pessoa física. O financiamento empresarial foi proibido. Sobra para o Estado arcar. É a consequência lógica.

Mas como a gritaria é grande toda vez que o fundo eleitoral é atualizado, fica a impressão de que, ao fechar os olhos para questões concretas, o desejo geral é o de que a política continue operando mesmo via caixa 2.

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