EDITORIAL – Meus críticos mudarão de opinião; eu não

Políticos podem e devem mudar de opinião ao sabor do momento. Ora, se a conjuntura é alterada um ponto de vista deve se adequar aos novos ventos. Mas isso não pode acontecer assim entre quem não é militante e não tem aspirações eleitorais, a não ser que, por honestidade intelectual, o ato venha acompanhado pela mea culpa.

Um caso concreto. Defendo desde 2015 uma ampla reforma na máquina pública estadual, tocando, principalmente, em quatro pontos (fui favorável inclusive quando Robinson mandou, tardiamente – este foi o seu principal erro enquanto governador -, o pacote difícil no penúltimo ano de governo, mesmo ciente de que sua aprovação pela assembleia já sonhando com reeleição era improvável).

– Reforma previdenciária;
– Revisão do proadi;
– Revisão da máquina (venda de ativos, diminuição de estrutura, congelamento de salários, etc);
– Repactuação com os poderes.

Pois bem, como ficarão os meus críticos, muitos dos quais apoiadores do próximo governo, diante do programa de reformas que virá com Fátima Bezerra?

Ela não inventará a roda. Fará o que os outros estados brasileiros executaram para atravessar o cenário adverso. Ou seja, o que foi pintado acima. O Piauí, o Maranhão, o Ceará, a Paraíba, além de outros estados, conseguiram passar pela crise, executando os pontos já descritos. As ações são duríssimas, mas inevitáveis. O RN está quebrado desde o fim da gestão Rosalba Ciarlini.

Eu continuarei defendendo os mesmos tópicos da reforma que, conforme o noticiário agora ela deverá adotar. E seus apoiadores, alguns dos quais que até ontem me atacavam por ser apoiador do que foi descrito anteriormente?

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