Minoria barulhenta x Maioria silenciosa

Em todo o país e conforme todas as pesquisas, a maior parte da população não quer o retorno das aulas presenciais. Ocorre que trata-se de uma maioria silenciosa. Enquanto isso, uma minoria barulhenta e organizada quer o retorno. As escolas assistem a queda de suas margens de lucro.

As que não conseguiram prestar o serviço remoto quebraram. É o setor, forte patrocinador da imprensa todos os anos no período de matrícula, que puxa a demanda. Além disso, encontra abrigo ideológico no bolsonarismo, defensor de um estado de natureza hobbesiano para a definição das escolhas individuais em algumas áreas da vida.

Apesar de vivermos em sociedade, em que ações individuais têm consequências coletivas, o bolsonarista, em alguns temas, quer que a definição seja questão de foro pessoal. Daí a defesa do “manda seu filho para escola quem quer”.

Há um dado objetivo. É preciso pactuar muito bem o retorno porque, ao mesmo tempo em que crianças sofrem com os danos em suas formações e o assunto deve ser enfrentado com realismo, a pandemia ainda não acabou.

É assunto para especialista e não para político ou decisão para ocorrer na base da pressão econômica.

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