10/13/2016
Em defesa da vaquejada, extermínio do Aedes Aegypti e controle populacional de gatos, baratas e cachorros
Daniel Menezes Daniel Menezes

O Supremo Tribunal Federal promoveu uma incursão contra a vaquejada, algo que vem mobilizando setores não desprezíveis de todo o Nordeste em favor da prática. O STF, após análise de uma lei do Ceará, considerou a legislação que regulamenta a modalidade inconstitucional.

Não é de hoje que o referido tribunal é provocado por organizações defensoras dos animais radicais com o intuito de impedir o esporte, que mobiliza uma grande cadeia produtiva. Conforme a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ), são 50 mil empregos diretos e indiretos gerados pelo evento só no Rio Grande do Norte. É certo que erraram no fermento metodológico com que chegaram ao número, mas não deve ser muito menos do que isto. 

O Tribunal condenou uma caricatura do que representa a vaquejada. Nem de longe, há mais os maus-tratos ocasionalmente vistos no passado. Os donos dos bois, geralmente alugados, não têm interesse que seus animais sejam violentados. O rabo, sempre mencionado, hoje apresenta um protetor apropriado. Estes animais, além dos cavalos, talvez recebam tratamento superior ao dispensado a muito ser humano. É uma questão econômica. 

O que está por trás de todo o referido debate é uma visão seletiva do que significa a relação do homem com a natureza, com os nossos "irmãos seres viventes", argumentaria algum fundamentalista munido por uma imagem distorcida sobre o que é defender o meio ambiente.

Só há alguém escrevendo e arguindo sobre esta e outras questões porque nossos ancestrais passaram a ingerir, a partir da prática do cozimento da carne animal, aminoácidos, elemento fundamental para a expansão do tutano que sustenta a nossa capacidade de raciocinar. Estaríamos pulando de galho em galho, caso o caminho trilhado fosse outro.

Há, além disso, um viés mais parcimonioso com esportes que também utilizam animais em território nacional, tais como Polo, Hipismo ou Rodeio. Recentemente, vale ainda lembrar, o STF considerou constitucional o sacrifício de bichos em atividades religiosas. Segundo a sentença, uma forma de respeitar o exercício de credo alheio, cláusula pétrea de nossa carta maior. As esporas utilizadas, os testiculos amarrados, chicotes e derramento de sangue foram convenientemente esquecidos?

O momento é propício para que os representantes das associações que tangenciam o esporte mostrem a evolução e todos os cuidados com os quais os animais são tratados, desfazendo mitos e preconceitos. Também é relevante para continuar defendendo o extermínio do mosquito Aedes Aegypti e controle populacional de pragas urbanas, tais como baratas, ratos e gatos.

Óbvio que é preciso muita responsabilidade e a parcimoniosa construção de parâmetros éticos, mas é insofismável que o domínio da natureza é o que nos torna humano. Quem quiser lutar contra isto, mantendo uma suposta coerência, deve se mudar para o meio do mato, sem nenhum utensílio, roupa ou técnica de domesticação da pomposamente chamada mãe terra. Despido e sem um único objeto cortante, logo verá que a mãe é madrasta.





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