04/21/2017
Possível início do fim da Lava Jato
Daniel Menezes Daniel Menezes

A operação lava jato juntou no mesmo pacote doação oficial, caixa 2 e propina. Foi a senha para destruir a atividade política. Agora, querem criminalizar todo e qualquer tipo de lobbysmo, para conseguirem pegar algumas dúzias de políticos. Cá, no meu cantinho, duvido que o mundo empresarial deixe isto acontecer.

Assim como ficamos sabendo que a Odebrecht pressionava por refinanciamento de dívidas, outros setores também, certamente, o fizeram. Palocci deixou isto claro nos seus depoimentos...

Vale lembrar que durante os governos FHC e Lula os grandes grupos de comunicação do país produziram empréstimos e refinanciamentos astronômicos.

Os bancos, bom também não esquecer, foram salvos diversas vezes. Talvez, já percebendo a dimensão do perigo, o dono do Banco Itaú saiu em defesa, em fala explícita, dos "políticos".

A ameaça está numa pergunta óbvia: por qual razão todo o lobby das construtores é crime e os dos demais setores econômicos, nos termos das delações banhadas com áureas de verdade inquebrantável, não haveria de ser?

Assim como os procuradores da Lava Jato pegaram a narrativa de uma reunião, de um acontecimento, da troca de presentes e empregaram ares de novela das 20 horas para parecer tudo uma grande negociata; as próximos delações, se continuarem com a mesma pegada, levarão todo o lobbysmo para a cadeia.

A Lava Jato entra numa seara, para eles, bastante perigosa. Já protegeram o judiciário, conseguirão não bater de frente com o PIB brasileiro? O dique uma hora estoura. Caso não impeçam a colisão, a disputa já tem placar conhecido.

Se forem atrás dos REFIS da Globo ou do Itaú não teremos mais horas e mais horas semanais de Lava Jato na TV. Discursos inflamados de oportunistas de momento desaparecerão. E, não mais que de repente, entrevistas exclusivas no fantástico, demonstrando excessos da operação, darão o ar da graça.

Para pegar os principais partidos do país, eles abrirão uma caixa de pandora. E seria o início do fim da operação.


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  • Daniel Menezes



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