O MDB racha diante da sinalização de Henrique de voltar a disputar eleições

O RETORNO I

O ex-deputado Henrique Alves deu sinal evidente de retorno à política eleitoral ao escrever artigo semana passada para o seu jornal, a Tribuna do Norte. Com título sugestivo, “a luta continua”, Henrique disse se sentir injustiçado por não ter sido citado por nenhuma das 27 testemunhas no processo em que ficou preso por mais de um ano.

RESSALVA II

O seu artigo foi interpretado pela perspectiva insofismável. Além disso, nos bastidores corria a informação de que Henrique assumiria novamente o MDB. Pronto. Isto foi suficiente para afastar prefeitos e outras lideranças temerosas por sua sobrevivência política.

Henrique, na verdade, nunca deixou a política de fato. Em 2018, ajudou a eleger deputado federal no RN e a indicação de Álvaro Dias para vice-prefeito de Natal obviamente também passou por ele. Hoje, com Álvaro prefeito, Henrique tem sim trânsito na prefeitura.

DISPERSÃO III

Mas a tentativa de Henrique de colocar a “cabeça para fora”, após tudo que passou na operação lava jato, pôs medo no ninho bacurau.

É provável que, sendo candidato, ele venha a se eleger em postulação proporcional, mas ao custo de prejudicar a vitória de seus correligionários.

O aviso de afastamento público do deputado Walter Alves e do ex-senador Garibaldi, caso Henrique volte a atuar diretamente via MDB, não é uma questão de briga, mas de mera sobrevivência.

CAMPO POLÍTICO IV

Henrique perdeu seu prestígio público, mas segue influente internamente e se movimentando bem no campo político. Não é que seus companheiros não queiram sua ajuda. Apenas não desejam qualquer sinalização aberta de que a proximidade existe, principalmente diante do mundo de faz de conta da chamada “nova política”.

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