O resultado da nossa irresponsabilidade

O RESULTADO DA NOSSA IRRESPONSABILIDADE
 
Temos pela frente mais ou menos um mês de campanha. Com a diminuição do período eleitoral, serão cerca de 30 dias de debate com alguns míseros programas na Tv distribuídos em torno da apresentação de ideias entre aspirantes aos cargos de deputado estadual, federal, senador, governador e presidente.
 
É ridículo supor que, em parcas horas para cada uma dessas instâncias do pleito, se discuta previdência, crise fiscal, a insegurança que toma conta do país, medidas para retomada de emprego, etc, etc, etc. A crítica não é contra a ausência de esmiuçamento de propostas. Acredito que elas sequer serão demonstradas pela carência de tempo hábil.
 
Deputados, senadores e outros cargos serão preenchidos sem que se construa uma carta de intenções firmada entre representantes e representados. Anuímos tal absurdo como sinônimo de conquista. Nossa cegueira em busca da diminuição de gastos eleitorais criará um ambiente inválido para a geração de um pacto político forte, consistente e propositivo.
 
No momento em que todo mundo diz ser o “novo”, naquela coisa meio bobo alegre – sem delinear o que danado isto significa -, a tendência é que os “estelionatos eleitorais” se banalizem como prática, dada a falta de escrutínio. Pagaremos preço elevado.

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