Pazuello jogou cloroquiners e ivermectiners ao mar; entenda a razão da sua mudança de postura

O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse, com a cara dura e mentirosa que é peculiar ao governo federal, que nunca recomendou nenhum remédio contra covid-19, mas apenas atendimento precoce. A incumbência, segundo ele, seria do médico na relação com o paciente.

Por que ele fez isso? Ora, porque o curandeirismo terminará na justiça. Os cloroquiners, ivermectiners etc estão isolados. Não há agência de saúde no mundo recomendando tais remédios contra o coronavírus. Pelo contrário. A proibição é expressa na Alemanha, nos EUA, Japão, China, etc. Há também um consenso científico formado no sentido de enfatizar que a cloroquina, a ivermectina e a azitromicina não funcionam, quer seja como profilaxia ou como tratamento. Os jornalistas de ciência e os cientistas já explicaram bem direitinho que os medicamentos mencionam não diminuíram o tempo de internação, muito menos o número de mortos.

Até as associações médicas estão recuando. No fim de semana, a Associação Médica Brasileira disse que não há tratamento precoce contra a covid-19 e apenas a vacina pode resolver a pandemia. O último domingo também escancarou a posição dos técnicos da Agência Nacional de Saúde sobre o assunto. “Não há terapêutica hoje existente contra a covid-19”, foi possível ouvir da boca do conselho técnico da instituição.

O inferno astral dos cloroquiners foi concluído com o reconhecimento feito pelo médico francês Didier Raoult, pai da cloroquina para covid-19, de que adulterou os estudos que supostamente comprovariam a eficácia da droga. Raoult responde por conduta anti-ética no conselho federal de medicina da França. Vale lembrar que é este estudo que consta no termo de consentimento que o paciente deve assinar quando aceita tomar o antimalárico contra o coronavírus no Brasil.

Assim como o quinino e a garrafada na pandemia de gripe espanhola há 100 anos, a cloroquina e a ivermectina virarão anedóta (trágica) da nossa crise sanitária.

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