Styvenson e o desgaste da classe política

O capitão Styvenson tem demonstrado bom desempenho nas pesquisas. Ele pretende disputar uma vaga no senado em 2018. Suas pontuações positivas nos levantamentos expressam que a imagem de policial antes comandante da operação lei seca rende um contraponto que o separa da hoje desgastada classe política.

O detalhe nada desprezível é que essa marca encontra restrições quando confrontada com a mesma atividade política em que ele se apresenta como um crítico. Em entrevistas, demonstra extrema dificuldade de conviver com o contraditório.

Na última passagem pelo repórter 98fm, programa que tem Felinto Rodrigues como âncora, o capitão respondeu com ataques aos ouvintes que fizeram questionamentos objetivos sobre suas intenções de seguir na nova carreira política. A falta de habilidade era notória.

Styvenson procurou um partido que não lhe cobrasse nada e também já deixou claro que não apoiará nenhum postulante, não pedirá voto para ninguém durante o pleito. Alegação: não quer tirar a liberdade do eleitor.

Mas fica a incontornável indagação. Styvenson, que não quer firmar uma parceria eleitoral, terá a condição, se senador, de dialogar com os mais variados e díspares setores da sociedade?

Ele tenta fincar uma bandeira contra “tudo que está aí”, batendo nos “políticos” de modo generalizado. Só que falta o mais relevante: dizer o que pensa em fazer caso vire senador e como irá conversar com a mesma classe que diz hoje não querer papo para efetivar o plano de ajuda ao RN que também ainda não externou.

É um problema muito difícil a ser resolvido num prazo tão curto. Por isso o palpite. Seu marqueteiro irá apostar tudo na ideia de policial duro e permitirá que ele fale, principalmente sem script, o mínimo possível. Do contrário, inexperiente, será engolido pela própria exposição que a disputa eleitoral proporciona.

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