Tratamento precoce: Oxford/OMS x Associação Médica do RN

A verdade não tem dois lados, ainda que isso possa fazer sentido. Sim, há defensores do tratamento precoce com cloroquina, azitromicina e ivermectina no Brasil. Enquanto isso, o restante do mundo, com suas agências de saúde, já aboliram o tratamento por sua ineficácia já comprovada e efeitos colaterais.

Como a sustentação do tratamento virou objeto da atividade política no Brasil, apesar do consenso científico internacional; cabe mostrar que fatos são fatos.

A Associação Médica do RN distribuiu release hoje à imprensa, defendendo o uso do tratamento precoce. Há alguma nota técnica? Estudos que corroborem? Não. Alegação sustentadora da panaceia: nas matérias publicadas nos jornais de Natal, os representantes da associação dizem: “vários médicos que vêm enfrentando a covid recomendam o tratamento”. E lá pelas tantas, após falarem em politização da pandemia, dizem: “como médicos entendemos que o tratamento precoce pode salvar vidas”.

Enquanto isso, caro leitor, a universidade de oxford corrobado pela Organização Mundial de Saúde traz novo estudo – mais um – randomizado, demonstrando que, após usar azitromicina com um grupo e outro entregar apenas placebo, não verificou nenhuma melhora nos pacientes.

Não precisa ser médico. Basta ter um pouco de bom senso, saber interpretar um texto e tirar suas conclusões.

Comunicado do Sinmed aqui.

Matéria sobre a pesquisa feita pela universidade de oxford aqui.

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